INTERNACIONAL
Petrobras tem sido buscada por países que não a procuravam antes, afirma Magda Chambriard
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quinta-feira (24) que a estatal tem sido buscada por países que não…

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quinta-feira (24) que a estatal tem sido buscada por países que não procuravam a companhia para comprar petróleo, em um cenário de tensões geopolíticas. Segundo a executiva, a empresa está vendendo petróleo para países da região da Ásia-Pacífico, como Japão, China, Índia e Coreia do Sul, entre outras nações.
Em participação de painel da ROG.e, antiga Rio Oil & Gas, Chambriard afirmou que a empresa tem sido colocada por vários países como a “chance de diversificação” para agentes compradores de óleo cru. “Temos a chance de fornecer para quem a gente não fornecia antes, em um momento que a nossa produção está em crescimento”, disse a executiva. Chambriard ressaltou que existe uma preocupação grande dos países, inclusive do Brasil, com a segurança energética e isto ocorre em um momento em que outras nações estão interrompendo a exportação de diesel para priorizar os respectivos mercados internos.
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Ela ressaltou que Rússia e China já haviam suspendido a venda externa de diesel e na semana passada, “rumores” indicavam que os Estados Unidos seguiriam o mesmo caminho. Como tem dito nos últimos dias, a presidente da Petrobras afirmou que a autossuficiência em diesel estará na discussão do novo plano de negócios 2027-2031 da companhia. “Neste momento em que países interrompem fornecimento de diesel, pensamos em ser 100% fornecedores ao Brasil”, disse.
Ainda de acordo com Chambriard, a Petrobras vai fazer na transição energética o mesmo que foi feito no pré-sal: “Vamos buscar o retorno [com transição energética].”
Ecopetrol
Magda disse ainda que a estatal petroleira colombiana Ecopetrol garantiu à companhia brasileira a compra do gás natural das reservas marinhas naquele país. Segundo ela, essa garantia é corriqueira na indústria de gás natural, como forma de viabilizar a produção.
O modelo, disse, foi semelhante ao que a Petrobras tem feito com as parceiras estrangeiras no Brasil em projetos de gás que estão em andamento. Petrobras e Ecopetrol descobriram grandes reservas de gás natural no mar colombiano e, para viabilizar a produção, as duas estatais firmaram acordo pelo qual a empresa da Colômbia compraria a parcela da Petrobras naqueles campos.
“A exploração de gás no Brasil e no mundo tem especificidades, com [a formação de] parcerias com inequívocas vantagens”, afirmou. Ela destacou que no projeto Sergipe Águas Profundas a Petrobras assegurou a compra da parcela do gás natural que pertence às empresas indianas parceiras no projeto. Da mesma forma, fez o mesmo com a Equinor no projeto Raia, na bacia de Campos. “Não inventamos nada, é da natureza do negócio”, ressaltou.
A executiva salientou que “gás não é igual petróleo” e que o produto está sob “efeito Tostines”, em referência ao comercial do biscoito que tinha como slogan “vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais”.
Segundo ela, não se investe em gás porque não se tem mercado ou não se tem mercado porque não se investe em gás. “E não tem decreto que solucione isso”, completou.
A executiva disse ainda que não é possível perfurar zero poço pioneiro por ano, em críticas à baixa atividade exploratória. Na visão dela, esse quadro significa que “seria pedir para morrer. Não existe futuro para empresa de petróleo sem perfuração”. Disse também que a empresa chegou à marca de 2,92 milhões de barris por dia de produção de petróleo e que está em campanha para alcançar 3 milhões de barris por dia.
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Fonte: Valor Empresas
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