CRIPTOMOEDAS

Recompra de STRC supera gasto da Strategy com Bitcoin

Siga o CriptoFacil no A Strategy, empresa de gestão de ativos ligada a Michael Saylor, comprou 950 BTC por US$…

Siga o CriptoFacil no

A Strategy, empresa de gestão de ativos ligada a Michael Saylor, comprou 950 BTC por US$ 75,7 milhões entre 14 e 20 de setembro, elevando sua carteira para exatamente 846.000 BTC. No mesmo período, a empresa destinou US$ 174 milhões à recompra de ações preferenciais STRC – mais que o dobro do valor usado na compra de bitcoins.

Strategy retoma compras e volta a 846 mil BTC

O preço médio pago pela Strategy na última rodada foi de US$ 79.670 por BTC, segundo documento enviado à SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado de capitais dos EUA) e reportado por Bitcoin.com. Com essa compra, o custo acumulado da empresa chega a US$ 63,8 bilhões, ou US$ 75.416 por BTC em média – patamar abaixo do valor pago na aquisição mais recente.

Publicidade

A carteira da Strategy já havia recuado para 840.447 BTC após vendas em julho e agosto, antes de uma compra de 4.603 BTC anunciada em 31 de agosto elevá-la a 845.050 BTC. Com os 950 BTC adicionais, a empresa retorna à marca de 846.000 BTC – o mesmo nível atingido no final de junho -, o que representa pouco mais de 4% dos 21 milhões de bitcoins que poderão existir. Como mostramos ao detalhar o peso da acumulação da Strategy sobre a oferta circulante do Bitcoin, esse volume concentrado em uma única companhia listada em bolsa já é motivo de debate entre analistas de mercado.

A recompra de STRC consumiu mais caixa que a compra de Bitcoin

Além dos US$ 75,7 milhões em BTC, a Strategy usou US$ 174 milhões para recomprar 1.771.238 ações de seu título preferencial perpétuo de taxa variável STRC. As duas operações somaram US$ 249,7 milhões em caixa na semana – e, pela primeira vez em um período recente, a empresa não vendeu nenhuma ação por meio de seu programa de oferta at-the-market para financiar as compras.

Em 20 de setembro, a Strategy reportou US$ 5,04 bilhões em sua reserva em dólares e outros US$ 1,05 bilhão em caixa, totalizando US$ 6,09 bilhões em ativos denominados em USD. A empresa ainda usou US$ 57,4 milhões dessa reserva para cobrir dividendos preferenciais e juros durante a semana. Restam US$ 875,1 milhões autorizados para recompra de ações preferenciais e US$ 1 bilhão para recompra de ações ordinárias MSTR, conforme detalhamos ao explicar como a Strategy usa o STRC como combustível para financiar novas compras de Bitcoin.

Contexto e implicação para o investidor

A semana marca uma mudança pontual no padrão de financiamento da empresa: em vez de emitir novas ações para levantar caixa e converter os recursos em bitcoins, a Strategy usou dinheiro já disponível em balanço para tocar duas frentes ao mesmo tempo – ampliar a reserva de BTC, avaliada pela fonte em US$ 63,8 bilhões, e sustentar o valor de seu próprio título preferencial. Como exploramos ao analisar o tamanho real das reservas líquidas da Strategy após dívidas e obrigações, a folga de caixa da empresa continua ampla, mas cada dólar alocado em STRC é um dólar que não vai para bitcoin – um trade-off que deve seguir no radar dos próximos relatórios trimestrais.

Siga o CriptoFacil no

O post Recompra de STRC supera gasto da Strategy com Bitcoin apareceu primeiro em CriptoFacil.

Fonte: CriptoFácil

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “Recompra de STRC supera gasto da Strategy com Bitcoin”?
Siga o CriptoFacil no A Strategy, empresa de gestão de ativos ligada a Michael Saylor, comprou 950 BTC por US$ 75,7 milhões entre 14 e 20 de setembro, elevando sua carteira para exatamente 846.000 BTC. No…
O que a matéria explica sobre “Strategy retoma compras e volta a 846 mil BTC”?
O preço médio pago pela Strategy na última rodada foi de US$ 79.670 por BTC, segundo documento enviado à SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado de capitais dos EUA) e reportado por Bitcoin.com. Com essa compra, o custo acumulado…
O que a matéria explica sobre “A recompra de STRC consumiu mais caixa que a compra de Bitcoin”?
Além dos US$ 75,7 milhões em BTC, a Strategy usou US$ 174 milhões para recomprar 1.771.238 ações de seu título preferencial perpétuo de taxa variável STRC. As duas operações somaram US$ 249,7 milhões em caixa na semana – e, pela primeira vez…
O que a matéria explica sobre “Contexto e implicação para o investidor”?
A semana marca uma mudança pontual no padrão de financiamento da empresa: em vez de emitir novas ações para levantar caixa e converter os recursos em bitcoins, a Strategy usou dinheiro já disponível em balanço para tocar duas frentes ao mesmo tempo…
Quem edita o conteúdo do Estrato Esporte?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato Esporte, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://esporte.estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://esporte.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://esporte.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo integra a equipe editorial do Estrato Esporte, vertical da rede Estrato, na função de Repórter — Estrato Esporte. O escopo permanente de cobertura inclui cobertura editorial de Estrato Esporte, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário