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Petrobras garante importação de 650 milhões de litros de diesel para outubro

Petrobras Foto Divulgação A Petrobras já garantiu a importação dos 650 milhões de litros de diesel necessários para atender à…

Petrobras
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A Petrobras já garantiu a importação dos 650 milhões de litros de diesel necessários para atender à demanda de outubro e não prevê grandes volumes de compras externas para novembro, afirmou a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Angélica Laureano.
A declaração ocorre após representantes dos setores de distribuição e importação manifestarem, neste mês, preocupação com possíveis restrições localizadas na oferta de diesel no país. Na ocasião, a diferença entre os preços do combustível no mercado internacional e os praticados pela Petrobras no Brasil havia atingido níveis recordes.
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Também nesta quarta-feira (23), o presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que a maior distribuidora do país está preparada para ampliar as importações de diesel, se necessário, mesmo com o combustível no mercado internacional entre R$ 2 e R$ 3 por litro mais caro que no Brasil.
Em outubro, o Brasil costuma registrar um dos períodos de maior demanda por diesel, devido ao plantio da safra de verão, que também coincide com o transporte do milho recém-colhido.
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“As compras para outubro já estão realizadas. Em novembro, ainda não sabemos se vamos ter demanda adicional, porque nós temos uma produção que atende bastante à nossa demanda”, disse Laureano, após participar de uma mesa de debates no congresso de petróleo e gás ROG.e.
“Mas não é previsto que em novembro venhamos a importar um volume grande de diesel, porque já é um momento depois da safra.”
Laureano acrescentou que a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras, no Paraná, está sendo paralisada para uma manutenção programada e voltará a operar em novembro. Segundo a diretora, as demais refinarias da companhia continuam em operação, com nível de utilização da capacidade “bastante alto”.
O volume que a Petrobras deve importar em outubro, contudo, representa menos da metade do total importado pelo Brasil no mesmo mês do ano passado, de 1,6 bilhão de litros, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Distribuição
Em outra mesa de debates da ROG.e, Pousada afirmou que a Vibra dobrou suas importações de diesel em março e abril deste ano.
Segundo o executivo, a Vibra tem capacidade para importar diesel pelos principais portos brasileiros e acesso a diferentes fornecedores internacionais, o que permite à companhia reagir a mudanças no comércio global do combustível.
Pousada afirmou que alguns fornecedores que tradicionalmente vendiam diesel ao Brasil deixaram de fornecer o combustível nos últimos meses, mas que a companhia conseguiu substituir esses volumes.
“Algumas fontes sumiram no mercado. Fontes que tipicamente abasteciam o Brasil pararam de abastecer e em nenhum momento faltou diesel para os nossos clientes”, afirmou.
Questionado sobre um cenário de restrições ainda maiores à oferta internacional, Pousada afirmou que o principal impacto para o Brasil seria sobre os preços, e não sobre a disponibilidade do diesel.
O aumento das importações no início do ano também expôs gargalos na infraestrutura brasileira, segundo Pousada. Ele afirmou que, ao dobrar as compras externas em março e abril, a Vibra conseguiu receber o diesel pelos portos, mas enfrentou dificuldades para transportar o combustível por rodovias até o interior do país.
Segundo Pousada, a empresa está mais acostumada a receber diesel por dutos diretamente da Petrobras ou de outras refinarias brasileiras.
“Eu tenho capacidade no porto, pusemos um estresse em caminhões. Custo, isso é improdutividade do país”, afirmou Pousada, ao defender mais investimentos em ferrovias e conexões entre portos e mercados consumidores.

Fonte: G1 Economia

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Rafael Moraes

Rafael Moraes

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