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Bitcoin a US$ 84 mil chega à faixa que pode definir o próximo grande movimento do mercado
O Bitcoin voltou a testar uma das regiões mais importantes para definir o rumo de curto prazo do mercado. Negociado…

O Bitcoin voltou a testar uma das regiões mais importantes para definir o rumo de curto prazo do mercado. Negociado perto dos US$ 84 mil nesta terça-feira (29), o ativo está justamente na faixa em que se concentra o maior volume de moedas adquiridas por investidores de longo prazo, ao mesmo tempo em que a alavancagem nos derivativos caiu de forma significativa.
Segundo análise da Glassnode, a região entre US$ 84 mil e US$ 85 mil concentra atualmente mais oferta de detentores de longo prazo do que qualquer outra faixa de preço. Isso significa que muitos investidores que compraram Bitcoin nesses níveis voltaram para perto do ponto de equilíbrio, o que pode criar uma disputa entre quem prefere vender e recuperar o capital e compradores dispostos a sustentar a recuperação.
O Bitcoin chegou a superar US$ 87 mil na semana passada, mas devolveu parte dos ganhos e retornou à região dos US$ 84 mil. Ainda assim, a criptomoeda permanece cerca de 35% acima da mínima de aproximadamente US$ 62 mil registrada em agosto.
A faixa atual já vinha sendo apontada pela Glassnode como uma barreira importante. No fim de agosto, a empresa identificava entre US$ 81 mil e US$ 86 mil uma grande concentração de moedas de investidores de longo prazo. Agora, essa oferta está ainda mais concentrada entre US$ 84 mil e US$ 85 mil.
Outro nível acompanhado pelo mercado está um pouco acima. Analistas da Capital.com apontaram recentemente a região entre US$ 87 mil e US$ 88 mil como resistência imediata, enquanto a abertura anual do Bitcoin está em US$ 87.722. O JPMorgan, por sua vez, estima em aproximadamente US$ 85 mil o custo de produção da criptomoeda, patamar que, se sustentado, poderia aliviar a pressão sobre mineradores.
Alavancagem diminui após alta até US$ 87 mil
Se a concentração de moedas em US$ 84 mil a US$ 85 mil pode representar uma barreira, os dados do mercado de derivativos mostram uma mudança considerada mais saudável após a recente volatilidade.
O interesse em aberto denominado em Bitcoin caiu para o menor nível desde março e está quase 20% abaixo do observado em agosto, segundo a Glassnode. O indicador mede o volume de contratos futuros ainda abertos e costuma ser acompanhado como uma forma de avaliar o nível de alavancagem do mercado.
Analistas da Bitfinex afirmam que boa parte da alavancagem acumulada durante a disparada do Bitcoin até os US$ 87 mil já foi eliminada. O posicionamento em contratos perpétuos também voltou para perto de uma condição neutra.
Isso reduz, ao menos temporariamente, o risco de grandes movimentos provocados por liquidações em cascata. Com menos apostas alavancadas, a direção do Bitcoin tende a depender mais da demanda efetiva no mercado à vista.
A Bitfinex trabalha com um cenário-base em que o BTC permaneça consolidado entre a região de US$ 84 mil, onde está a maior concentração de oferta dos investidores de longo prazo, e os US$ 87.722 da abertura anual até o fechamento mensal e trimestral nesta quarta-feira (30). Para os analistas, a demanda no mercado à vista deverá definir para qual lado essa faixa será rompida.
Nesse ponto, os ETFs de Bitcoin dos Estados Unidos oferecem um sinal favorável. Os produtos receberam US$ 2,4 bilhões líquidos na semana encerrada em 25 de setembro, maior entrada semanal desde outubro de 2025. A sequência levou o saldo acumulado dos ETFs em 2026 novamente para o campo positivo, depois de chegar a ficar cerca de US$ 5,8 bilhões negativo em julho.
A melhora dos fluxos, porém, enfrenta um ambiente macroeconômico menos favorável. O rendimento dos Treasuries de dez anos avançou nas últimas semanas, aumentando a remuneração oferecida por ativos considerados de menor risco. Analistas da Bitfinex destacam que esse aumento dos juros reais, mais do que uma deterioração do sentimento específico com o Bitcoin, é atualmente um dos principais obstáculos para novas altas.
A alta do petróleo também adiciona pressão porque pode alimentar a inflação e manter os juros elevados por mais tempo. Nesta quarta-feira, o mercado acompanha ainda a divulgação do núcleo do PCE de agosto, uma das principais medidas de inflação utilizadas pelo Federal Reserve.
O cenário deixa o Bitcoin em uma região particularmente importante: a alavancagem excessiva da última alta foi reduzida, os ETFs voltaram a receber bilhões de dólares e o ativo permanece bem acima das mínimas de agosto. Para retomar o movimento de alta, porém, compradores terão primeiro de absorver a oferta concentrada entre US$ 84 mil e US$ 85 mil e, depois, superar novamente a resistência próxima dos US$ 88 mil.
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Fonte: Portal do Bitcoin
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